A vida impossível

Isso é a minha primeira poesia portuguesa, ouvindo o murmúrio do mar.

Além do mar encontra-se um castelo de mármore,
bem escudo das ondas gigantescas,
para onde as minhas lembranças se dirigem,
quando a solidão preta me sobrecarga.

Ao longo das ruas orladas pelas palmeiras,
vagueio com a mente cheia de locura,
vejo o mar vastamente espumando,
e penso nos tempos perdidos,

Quando acreditava che a vida fosse um jogo simples,
che tivesse as chaves pro mundo nas minhas mãos,
você despedacou a esperança florescente,
che os meus passos nunca seriam sozinhos.

A ver o mundo, a conhecer a alma humana
é encontrar si mesmo no espelho,
A ver a ultima edema da floresta
é encontrar o fim da ternura.

Sonhando com os meus egos desbotados,
tomando um gole a este pedido,
suspiro o ar do mar com gozo,
e esqueço a ferida da minha vida,

Vejo-te numa bancada ao litoral,
onde ficas sozinho como fora eu,
tarde demais para um começo novo,
demais cedo para o último adeus.

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